📉 Déficit Primário da União em Junho de 2025 é o Pior em 10 Anos: Como Isso Afeta o Seu Dinheiro

Em junho de 2025, o Brasil registrou o pior déficit primário em uma década. Entenda o que está por trás do rombo fiscal e como isso pode impactar seus investimentos, impostos e o crescimento da economia.

Filipe Souza

7/29/20253 min read

📍 Introdução
O governo federal brasileiro registrou em junho de 2025 o pior déficit primário para o mês nos últimos 10 anos. O resultado acende um sinal de alerta sobre a situação fiscal do país, especialmente em um momento de queda na arrecadação e aumento dos gastos públicos.

Mas, afinal, o que isso significa na prática para o seu bolso? E quais são os reflexos possíveis para o futuro da economia, dos impostos, da inflação e dos investimentos?

Neste artigo, você vai entender o que é o déficit primário, por que ele atingiu esse patamar histórico em junho e quais os efeitos práticos desse cenário.

📊 O que é o déficit primário e por que isso preocupa?
O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, desconsiderando o pagamento de juros da dívida pública. Ou seja, é um rombo nas contas públicas antes mesmo de considerar o custo da dívida.

Em junho de 2025, esse déficit foi ampliado por dois fatores principais:

  • Alta dos gastos da União, com destaque para benefícios sociais e custeio da máquina pública;

  • Queda nas receitas, principalmente por conta de uma desaceleração econômica e menor arrecadação de tributos.

Esse resultado impacta diretamente a credibilidade fiscal do Brasil, aumenta a necessidade de emissão de dívida pública e pode pressionar indicadores como inflação, câmbio e taxa de juros.

📉 Impactos práticos na economia e no seu bolso
A piora fiscal registrada em junho pode gerar uma série de reflexos negativos:

  1. Alta da taxa Selic: O Banco Central pode voltar a subir os juros para conter os impactos inflacionários do descontrole fiscal.

  2. Inflação persistente: O aumento dos gastos públicos sem contrapartida em receita pode gerar mais pressão sobre os preços.

  3. Desvalorização do real: A percepção de risco fiscal pode afastar investidores estrangeiros e pressionar o câmbio.

  4. Aumento do endividamento público: Mais dívida pública significa mais gastos com juros — dinheiro que poderia ir para saúde, educação e infraestrutura.

  5. Mais impostos no futuro: Para reequilibrar as contas, o governo pode propor aumento de tributos ou corte de benefícios.

💡 Como se proteger em cenários de descontrole fiscal?
Ainda que o cenário macroeconômico esteja fora do nosso controle, há algumas atitudes práticas para proteger seu dinheiro:

Diversifique seus investimentos
Busque uma carteira que combine ativos atrelados à inflação, renda fixa pós-fixada e ativos internacionais.

Evite dívidas de longo prazo com juros altos
Em cenários de possível alta da Selic, os juros ao consumidor tendem a subir.

Tenha reserva de emergência
Ambientes instáveis exigem segurança. Tenha ao menos 6 meses de despesas fixas guardados.

Fique atento a oportunidades
Momentos de incerteza também criam oportunidades. Fundos imobiliários e ações de empresas sólidas podem estar com preços atrativos.

🧠 Conclusão
O déficit primário recorde em junho de 2025 liga o alerta sobre a sustentabilidade fiscal do país. Isso afeta diretamente o ambiente econômico e pode ter consequências para sua vida financeira — seja no custo do crédito, na rentabilidade dos seus investimentos ou na inflação.

Mais do que nunca, é hora de acompanhar os indicadores, adotar uma postura cautelosa e agir com inteligência financeira.

📚 Fontes Utilizadas
Valor Econômico (jul/2025): Resultado primário da União em junho é o pior em 10 anos
Tesouro Nacional: Relatório de Resultado do Tesouro
Banco Central do Brasil: Boletim Focus atualizado

📘 Dica de leitura
Livro: Os Axiomas de Zurique — Max Gunther
💬 “O risco calculado é a alma de toda boa estratégia de investimento.”
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